Equipe de campanha e suas atribuições.

Entenda como estruturar a equipe de campanha e quais a suas principais funções.



Dentre vários fatores que fazem uma campanha política vencedora, sem dúvidas, a escolha da equipe que irá compor o time do candidato está entre os principais. Não basta apenas um bom candidato, mas uma equipe formada por pessoas com capacidade de organizar a estrutura, coordenar as ações, tomar decisões e disseminar as propostas, são decisivas na corrida eleitoral.


Nenhuma campanha começa sem um planejamento e a escolha dos principais personagens que encabeçarão áreas como a coordenação geral, jurídico, financeiro, marketing e mobilização. Essas funções não devem ficar a cargo do candidato, já que esse deve se concentrar em estar a maior parte do tempo nas ruas, no corpo a corpo com a população, ouvindo as demandas, expondo suas propostas e debatendo ideias para a construção do plano de governo. Ou seja, fazendo o SSS: Suor, Saliva e Sola de Sapato!


Apesar de habilidades especificas de cada área, o profissional deve ter conhecimento geral de todos os setores, pois cada um é dependente do outro. Por exemplo, é o jurídico q irá nortear o que o marketing pode ou não pode fazer, afim de evitar multas e até a impugnação da candidatura. Já o financeiro irá delimitar até onde pode investir em impulsionamentos nas redes sociais, na mobilização de rua e na confecção de matérias usado pelos cabos eleitorais contratados.


O coordenador geral é o “camisa 10” e capitão desse time. Ele tem que ser alguém de extrema confiança do candidato, seu braço direito e que juntos irão decidir o planejamento e principais ações que serão repassadas às outras áreas. Todas as decisões da campanha passarão por ele. Deve ser uma pessoa com experiência não só em campanhas, mas no cenário político como um todo. Ter boa relação com aliados de partido, coligação e até com adversários. Também é ele quem responde quando o candidato não deve e/ou pode responder.


A área jurídica deve ser liderada por alguém antenado na legislação eleitoral. E isso é de extrema importância pelo fato das grandes e rápidas mudanças que a legislação eleitoral é submetida. Basicamente, a cada dois anos, as regras se atualizam. Ele é o “escudo” da corrida eleitoral do candidato, dando amparo legal à todas as ações e evitando que ele sofra multa e, em último caso, a impugnação da candidatura. Mas também é ele que pode identificar erros na campanha dos adversários e responsável por embasar as denuncias de irregularidades cometidas pelos mesmos.


Esqueça o “sobrinho que vive nas redes sociais” ou o “vizinho que gosta de tirar fotos e postar no Instagram”! A coordenação de Marketing e Comunicação não tem mais lugar para amadores. Cada vez mais esse setor tem capacidade de decidir uma eleição. Desde a assessoria de imprensa, passando por um bom fotógrafo, até a gestão das redes sociais, o profissionalismo deve ser o mais importante nessa área. Como já falamos no artigo de Marketing Digital Político, a legislação eleitoral está cada vez mais especifica, exigindo assim criatividade para saber jogar o jogo dentro das regras e explorar ao máximo os meios de comunicação disponíveis. Seja na TV, rádio, ou redes sociais (inclusive a mais atual delas, o Tik Tok), as regras devem ser respeitadas à risca. Esse setor também ficará responsável pelas pesquisas e suas interpretações, elaboração do material gráfico, criação e aprovação de jingles, até a mobilização dos apoiadores e influenciadores digitais nas redes sociais.

Cuidar das finanças de uma campanha não é fácil. Por isso, ter um profissional com habilidades de fazer a gestão dos recursos que entram e saem conforme a legislação eleitoral exige é essencial. Grande parte da campanha vai girar em torno da verba disponível para a execução das ações planejadas. Principalmente após as mudanças na forma de arrecadação de verba que instituiu um teto de gastos e proibiu doações de empresas (CNPJ) e, consequentemente, a diminuição de recursos disponíveis, esse setor tem que saber fazer “mais por menos”. Mas além de administrar tudo isso no decorrer da campanha, ela ficará responsável pela prestação de contas da campanha logo após o fim do período eleitoral. E uma prestação que tenha um pequeno furo sequer, pode acarretar na impugnação do candidato.


Por fim, mas não menos importante, o coordenador de mobilização tem um papel importantíssimo numa campanha vencedora. Ele ficará responsável por dois grupos: o primeiro é a militância, que faz parte do grupo mais fiel ao candidato e suas propostas. São aqueles formados pelos familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e também aqueles que se identificam com sua ideologia política, econômica ou social. Geralmente, essas pessoas não são remuneradas e fazem parte da campanha como voluntários. O segundo grupo é composto pelos cabos eleitorais, que são pessoas contratadas para fazer ações nas ruas como caminhadas, bandeiraços e distribuição de materiais dos candidatos em locais de grande circulação. Esses dois grupos devem estar munidos de argumentos para defender e conquistar votos dos eleitores indecisos.


É claro que essa composição vai depender da capacidade de recurso que cada candidato tem para investir no pleito eleitoral. Mas saber escolher com cuidado quem irá formar o time que tomará as decisões pode ser decisivo no sucesso da eleição do candidato. Para saber mais como organizar sua equipe de trabalho ou tirar dúvidas sobre como montar a estrutura da sua campanha, a How2 conta com um time de profissionais experientes em campanhas políticas pronta para te auxiliar.

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