Marketing digital político e seu papel nas eleições de 2020.

Saiba mais sobre as novidades que irão nortear o marketing digital nessas eleições e quais os impactos que elas devem gerar na decisão do eleitora na hora do voto.


Desde 2008 na eleição presidencial dos EUA, a internet - mais precisamente as redes socias – vem tendo uma relevância maior a cada pleito eleitoral. Nesse ano de 2020 não seria diferente. Segundo pesquisa realizada em 2019 pela GlobalWebIndex, o Brasil é o 2° país que passa mais tempo conectado à internet (média de 225 minutos diários). E as mídias socias estão aí para realizar vários papéis dentro de uma campanha política: desde informar os eleitores sobre quem é o candidato e suas propostas, ouvir as demandas da população, passando por realizar diagnósticos e pesquisas, até para ser um canal de arrecadação de verba.


Por toda essa flexibilidade, outros canais de mídias como TV e rádio vem perdendo espaço nas campanhas. O horário eleitoral gratuito, que está programado para começar dia 28 de agosto, pode ser facilmente substituído por uma sessão de seriado no Netflix ou uma ótima playlist do Spotify para ouvir no som do carro. Por isso, uma técnica que já foi usada em 2018, principalmente pelo Presidente Jair Bolsonaro - pelo seu grande número de seguidores e pouco tempo de TV - deve ser amplamente utilizada pelos candidatos: Multi-Screen. Essa técnica nada mais é do que utilizar lives ou vídeos já previamente gravados para complementar as informações da “propaganda política obrigatória”. De acordo com pesquisa do Google Brasil, 30 milhões de brasileiros utilizam três telas diariamente (TV, smartphone e computador).


Ao contrário da eleição municipal de 2016 e conforme as alterações feitas pela lei n°13.488 em 2017 que já vigoraram nas eleições de 2018, o impulsionamento de publicações será amplamente utilizado. As mídias pagas terão um papel relevante no alcance do candidato dentro das redes, o que fará com que as verbas de campanha sejam realocadas para alcançar esse objetivo. Por isso, as campanhas não toleram mais “amadores” na coordenação e execução desse tipo de utilização das redes socias. Diferente do marketing digital feito para empresas privadas que tem uma legislação bem mais flexível, o marketing político vai exigir profissionais tecnicamente capacitados para otimizar a verba e, principalmente, respeitar as leis eleitorais que estão cada vez mais rigorosas. Esse deve ser um ponto em que a coordenação de marketing e o jurídico da campanha devem ficar atentos, pois dependendo da infração, o erro pode resultar de multas até a cassação da candidatura. E não faltará gente de olho nas publicações procurando erros em seus adversários e fazer uma denuncia no Pardal, sistema do TSE para denuncias de irregularidade de campanha, inclusive as cometidas na internet.


Uma novidade nesse ano de 2020, mas não muito diferente do que já ocorre com jornais e rádios, são Influenciadores Digitais que poderão fazer parte da equipe de uma campanha. Encontrados em grande maioria no Youtube e Instagram, eles são autoridades no conteúdo que se propõem a defender, geram um grande alcance e tem alto poder de convencimento sobre seus seguidores. Vale ressaltar que o influenciador – e nenhuma pessoa física – poderá impulsionar publicação para candidatos.


Obviamente, e infelizmente, as Fake News estarão presentes novamente em 2020. Porém, com o avanço das tecnologias, a novidade será a Deepfake. Essa modalidade consiste em manipular principalmente vídeos e inserir o rosto de um candidato falando ou fazendo algo que não fez. O TSE junto com as grandes plataformas de internet – Facebook, Google, Twitter, Whatsapp e Youtube – vem somando esforços para aprimorar mecanismos de checagem de informações, cartilhas aos usuários e treinamento a juízes e assessores do TSE/TREs para detectarem as fake News. “Estamos comprometidos em desenvolver as melhores práticas de inteligência artificial para reduzir o potencial de danos e abusos”, diz o YouTube em relação aos vídeos falsos. O TSE aprovou uma resolução no fim de 2019 para coibir a prática de disseminação de informações falsas. Segundo o texto, é obrigação dos candidatos, partidos e coligações checarem a veracidade das informações veiculadas em suas campanhas. Caso verificado a irregularidade, o candidato ofendido poderá ter o direito de resposta.


A campanha na internet de fato só será liberada a partir do dia 16 de agosto. Mas a pré-campanha já está a todo vapor. Se você e seu time ainda não começaram a se preparar ou ainda estão confusos de como formatar sua campanha, vocês estão perdendo tempo muito precioso. Mas nada está perdido! A How2 tem um time especializado para auxiliar em todos os passos para estruturar toda a sua campanha. Confira nossas redes sociais e fique por dentro das ultimas novidades.

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